{"id":2359,"date":"2018-10-08T16:44:36","date_gmt":"2018-10-08T17:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.rebikoff.org\/?p=2359"},"modified":"2018-10-08T17:48:25","modified_gmt":"2018-10-08T18:48:25","slug":"enguia-pelicano-observada-pela-primeira-vez-a-cacar-presa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rebikoff.org\/pt-pt\/enguia-pelicano-observada-pela-primeira-vez-a-cacar-presa\/","title":{"rendered":"Enguia pelicano observada pela primeira vez a ca\u00e7ar presa"},"content":{"rendered":"<p>A tripula\u00e7\u00e3o do submarino cient\u00edfico tripulado <em>LULA1000<\/em> conseguiu, pela primeira vez, registar um v\u00eddeo de uma enguia pelicano a ca\u00e7ar presa em grande profundidade.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o foi feita em 1000 metros a sul da ilha de S\u00e3o Jorge, nos A\u00e7ores, pelos operadores do submers\u00edvel tripulado <em>LULA1000<\/em>, Kirsten e Joachim Jakobsen. Esta \u00e9 a primeira vez que este peixe bizarro foi observada diretamente no seu habitat.<\/p>\n<p>Muito pouco se sabe sobre esta esp\u00e9cie de peixes que vivem em profundidades extremas. O seu nome enguia pelicano (<em>Eurypharynx pelecanoides<\/em>) deve-se \u00e0 sua capacidade de ampliar a sua cabe\u00e7a para captar presa, semelhante aos pelicanos. At\u00e9 \u00e0 data, os cientistas pensaram que estes animais se alimentariam de forma mais passiva, pendurados verticalmente na \u00e1gua, \u00e0 espera de que os alimentos lhes ca\u00edssem de cima na boca. Este v\u00eddeo \u00e9 a primeira evid\u00eancia de que esta esp\u00e9cie de peixe de facto persegue ativamente e ca\u00e7a a sua presa, em vez de apenas esperar que a presa &#8220;caia&#8221; na sua boca. O v\u00eddeo, muito recentemente publicado pela revista <em>Science Magazine<\/em>, nos Estados Unidos, mostra uma enguia pelicano a ca\u00e7ar presa ativamente.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo \u00e9 tamb\u00e9m uma surpresa em rela\u00e7\u00e3o ao habitat desta esp\u00e9cie de peixe: em est\u00fados anteriores, todas as esp\u00e9cimes tinham sido capturados de forma pel\u00e1gica ou batipel\u00e1gica, no Atl\u00e2ntico, entre os 500 e os 3000 metros de profundidade &#8211; muito acima do fundo do mar. Este v\u00eddeo, ao contr\u00e1rio do que foi assumido at\u00e9 agora, mostra uma enguia pelicano a ca\u00e7ar a sua presa &#8211; muito perto do fundo do mar.<\/p>\n<p>Tais conhecimentos sobre o comportamento de fauna do mar profundo s\u00f3 podem ser obtidas por observa\u00e7\u00e3o direta nas profundezas, em s\u00edtio. Estas observa\u00e7\u00f5es fornecem informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a biologia e adapta\u00e7\u00f5es de organismos do mar profundo.<\/p>\n<p>Link para o v\u00eddeo: <a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2018\/10\/first-direct-observation-hunting-pelican-eel-reveals-bizarre-fish-inflatable-head\">https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2018\/10\/first-direct-observation-hunting-pelican-eel-reveals-bizarre-fish-inflatable-head<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tripula\u00e7\u00e3o do submarino cient\u00edfico tripulado LULA1000 conseguiu, pela primeira vez, registar um v\u00eddeo de uma enguia pelicano a ca\u00e7ar presa em grande profundidade. A observa\u00e7\u00e3o foi feita em 1000 metros a sul da ilha de S\u00e3o Jorge, nos A\u00e7ores, pelos operadores do submers\u00edvel tripulado LULA1000, Kirsten e Joachim Jakobsen. 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