Esponja gigante encontrado ao largo da ilha do Faial

Recife de corais a 930 metros de profundidade fora dos Capelinhos/Faial

Mapeamento de habitats

A nossa atividade principal consiste na video-documentação sistemática e na caracterização de fauna e habitats nas profundidades desconhecidas do Arquipélago dos Açores, entre 300 e 1000 metros.

Primeiro, é feito o mapeamento com o sonar multifeixe em áreas pré-definidas, para detetar zonas de potencial interesse. A seguir, são definidos transectos para a recolha de imagens de vídeo georreferenciadas com o submersível LULA1000, com o objectivo de documentar os habitats e a fauna da área em questão.

Os dados e imagens resultantes destes transectos são utilizados para fins científicos, educacionais e para documentários sobre a natureza e o mar.

Cada mergulho traz novos conhecimentos e imagens de espécies que raramente ou nunca foram documentadas em seu habitat.

Durante os mergulhos, alguns dados oceanográficos adicionais são recolhidos: CTD (condutividade, profundidade, temperatura), pH, oxigénio, turbidez, dados de posicionamento (posição geográfica), amostras de organismos.

 

No mês de agosto, foi realizada uma expedição de mar, durante vários dias, no Banco Condor e na zona a oeste do vulcão dos Capelinhos. No âmbito desta expedição realizaram-se várias imersões, entre 155 e 1000 metros de profundidade.

Esta expedição revelou a existência de um diverso e extenso recife de corais de águas frias, a 930 metros de profundidade, vários jardins de corais e aglomerados de esponjas de profundidade.