Decorreu, entre Setembro de 2006 e Outubro de 2008, o projecto “Monitoring Carbonate Production and Degradation (Azores, Portugal)”,  uma cooperação entre a FRN e o Instituto de Paleontologia da Universidade de Erlangen/Alemanha, Doutor Max Wisshak.

Durante o projecto, a equipa do LULA deixou no fundo do mar, em várias profundidades (5, 15, 50, 150 e 500 metros), painéis experimentais afim de medir o acréscimo e a erosão de calcário. Nos painéis estavam ainda instalados gravadores de dados, que, ao longo do projecto, recolheram e gravaram dados oceanográficos, tal como temperatura e salinidade.

Paleontologia

Para mais informações sobre este projecto consultar:
www.gzn.uni-erlangen.de/en/palaeontology/staff/scientific-staff/wisshak/max-wisshaks-dfg-projects/fr-113412-bioerosion-ii/

O projecto previu, igualmente, o estudo de organismos calcários. Ficou descrita, no âmbito do projecto, a espécie nova de  ostra de profundidade Neopycnodonte zibrowii.

Mostrou-se que exemplares desta espécie podem atingir mais do que 520 anos de longevidade!

Para publicações relacionadas com este projecto, consulte os seguintes links:

Wisshak M, Neumann C, Jakobsen J & Freiwald A (2009) The “living-fossil community” of the cyrtocrinoid Cyathidium foresti and the deep-sea oyster Neopycnodonte zibrowii (Azores Archipelago). Palaeontology, Palaeoclimatology, Palaeoecology 279:235-236

Wisshak M, López Correa M, Gofas S, Salas C, Taviani M, Jakobsen J & Freiwald A (2009) Shell architecture, element composition, and stable isotope signature of the deep-sea oyster Neopycnodonte zibrowii sp. n. from the NE Atlantic. Deep-Sea Research I 56:374-404

Wisshak M, Form A, Jakobsen J, Freiwald A (2010) Temperate carbonate cycling  and water mass properties from intertidal to bathyal depths (Azores). Biogeosciences, 7, 2379-2396, 2010

 

2 paineis experimentais foram depositados em cada sítio. Em Setembro de 2007, um painel foi recolhido  em cada  local. O segundo painel foi recolhido em Outono de 2008.

Os resultados desta experiência de bio-erosão, obtidos após 1 e 2 anos, respectivamente, forneceram dados relevantes relativamente à circulação global do carbonato. 

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