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Desde jovem, Dimitri Rebikoff, filho de um attaché russo, demonstrou capacidades inventivas invulgares.

Ao ponto de, durante a sua prisão na II Grande Guerra, em 1942, os seus conhecimentos técnicos foram aproveitados por diversas empresas alemãs. Terminada a guerra e concluídos os estudos na Sorbonne, Dimitri Rebikoff instala-se em Lausanne na Suiça, onde se dedica às suas invenções e patentes. Depois do colorímetro “Rebikoff” e de vários outros aparelhos de tecnologia avançada, segue-se o desenvolvimento do primeiro flash electrónico portátil que vem constituir um marco importante na fotografia técnico-científica. Com tempos de exposição até um milionésimo de segundo, pela primeira vez, consegue-se fotografar a trajectória de uma bala disparada por uma pistola.

Dimitri casa com Ada Niggeler, cliente sua, e, os dois, dedicam-se ao mergulho e à exploração subaquática em Cannes, França. Surgem, então, o flash electrónico subaquático, novas câmaras de fotografia e de cinema, holofotes, etc., abrindo novas perspectivas ao estudo dos fundos marinhos.

Os anos cinquenta foram prósperos em invenções tais como a lente de correcção (desenvolvida em colaboração com os Professores A. Ivanoff, Le Grand e Cuvier), a Torpilha, a primeira das “scooters submarinas”, o primogénito mundial dos ROV (veículo teleguiado), entre outros. O Pegasus, veículo subaquático tripulado por um mergulhador, revelou-se um sucesso internacional.

Dimitri e Ada Rebikoff emigram para os Estados Unidos em 1959, onde o Dimitri exerce funções de consultor e de engenheiro chefe na Loral, Chicago Bridge, etc. Novas tecnologias levam a diferentes invenções produzidas e comercializadas em série

O selo Rebikoff surge agora em câmaras electrónicas subaquáticas de televisão, de fotografia, de cinema de alta velocidade e todo um vasto mundo tecnológico ligado aos oceanos. Os veículos Pegasus e Sea Inspector, equipados com diversas destas câmaras, revelam-se auxiliares preciosos para uma clientela que abrange desde as companhias petrolíferas às cinematográficas, das instituições científicas como a Navy Oceanographic Office à própria Marinha dos Estados Unidos.

É enorme o contributo do Dimitri Rebikoff para o conhecimento dos oceanos. Filho de colaboradores da família Rebikoff, Joachim Jakobsen, junta-se naturalmente ao Rebikoff Institute of Marine Technology. Familiarizado com a tecnologia Rebikoff, Joachim Jakobsen cedo se revelou um eficiente utilizador da mesma.

Com a retirada, em 1991, da sua vida profissional, Ada e Dimitri Rebikoff delegam em Joachim Jakobsen os poderes para constituir no Faial a Fundação Rebikoff-Niggeler.

Dimitri Rebikoff faleceu em 1997 na Florida.

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