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Arqueologia

Centenas de naufrágios ocorreram nas águas açorianas entre os séculos XVI e XX e tornaram os Açores num santuário do património cultural subaquático.

Os Açores, e particularmente a Baía de Angra do Heroísmo com as suas condições de ancoragem, a partir do século XV, era um ponto obrigatório de passagem de todos os navios que regressavam das Américas, da costa africana e da Índia com rumo à Europa.

Baía

Muitas destas viagens acabaram neste lugar de abrigo devido a tempestades fortes do quadrante sul, sabendo-se hoje que mais de 80 navios naufragaram na Baía de Angra do Heroísmo.

Está a decorrer, desde 2004, o projecto Carta Arqueológica dos Açores (CASA) em cooperação com a Direcção Regional da Cultura, com base num protocolo de cooperação técnica, com a duração de 4 anos.

Verão de 2004: uma equipa inteiramente local, constituida pela arqueóloga da DRaC e os operadores do submarino autónomo LULA da FRN, procurou navios afundados e outras jazidas arqueológicas ao sul da Baía de Angra do Heroísmo.

Com recurso ao submarino LULA e um sistema de navegação subaquática de alta precisão, foi sistematicamente inspeccionada e documentada a zona à volta do Monte Brasil numa profundidade até aos 70 metros.

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Durante os 12 mergulhos efectuados, foram registados e documentados foto e cinematograficamente diversas âncoras, pelo menos um naufrágio até agora desconhecido da antiga Carreira da Índia (”Angra G”), bem como diversas peças em ferro, cerâmica e madeira, tendo a arqueóloga da DRaC participado em todos os mergulhos como observadora.

O registo audio-visual foi efectuado através de uma câmara fotográfica digital com máquinas flash, de holofotes HMI e de uma câmara de filmar digital de standard televisão (formato DVCPRO50).

Em 2005, foram efectuadas leituras com sonar de varrimento lateral (Side Scan Sonar) de algumas partes da Baía de Angra do Heroísmo e de diversas áreas fora da Baía. Foram registados diversos locais de interesse arqueológico.

Entre Junho e Agosto de 2006 e no verão de 2007, realizaram-se mais de 100 intervenções de levantamento de Carta Arqueológica Subaquática. Foram efectuadas leituras com sonar de varrimento lateral da costa sul da Terceira em profundidades até aos 100 metros.

As jazidas assinaladas com interesse arqueológico foram verificadas e documentadas pelos mergulhadores e arqueólogos ou pelo submarino LULA, de acordo com a profundidade.

A zona “Cemitério das Âncoras”, pertencente ao Parque Arqueológico Subaquático visitável na Baía de Angra, foi mapeada e documentada sistematicamente através de um sistema de navegação subaquática.

Um naufrágio em ferro e mais dois sítios correspondentes a naufrágios foram encontrados na “Baía das Águas” que se situa a leste da Baía de Angra.

Os sítios identificados caracterizam-se pela presença de peças metálicas e em madeira bem como restos de cerâmica e até mesmo um fragmento de porcelana chinesa com uma marca de fabrico identificável.

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as imagens são propriedade da Fundação Rebikoff-Niggeler/Direcção Regional da Cultura e não podem ser copiadas nem publicadas sem o seu consentimento prévio.

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